
O Santander, o BPI e o Novo Banco propõem aumentos salariais de 2% em 2026 e vão integrar essas valorizações já nos vencimentos de fevereiro.
A revisão em alta da proposta anterior, de 1,8%, foi transmitida aos sindicatos da UGT nesta quarta-feira, informou o Mais, o Sindicato dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias (SBC) e o Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN) em comunicado conjunto. As três organizações, por sua vez, reduziram a sua exigência de aumento de 4,6% para 4,1%, pelo que, sublinham, trabalhadores e patrões estão ainda muito longe de um entendimento.
“A resposta da banca foi, novamente, manifestamente insuficiente. A proposta subiu marginalmente de 1,8% para 2%, um aumento residual e desajustado da realidade do setor – e por isso foi recusada pelos Sindicatos da UGT”, informaram as organizações depois da ronda de negociações com o Grupo Negocial das Instituições de Crédito (GNIC). Este bloco representa a maioria dos bancos em Portugal, incluindo os três referidos no inicio deste texto. O GNIC fala a uma só voz e das reuniões que mantém com os sindicatos resultam números transversais, aplicáveis no âmbito do Acordo Coletivo de Trabalho do setor.
Hugo Neutel hugoneutel@negocios.pt